As aulas acabaram para quem ainda tem aulas. Outros simplesmente graduated e por isso hoje têm a sua graduation ceremony. A vida vai passando mais anunciada quando existem estes prazos, esta noção finita de ciclos que trazemos para as nossas vidas. Com a ausência de prazos impostos, vem também uma vertiginosa e facilmente insustentável liberdade de viver. Liberdade, liberdade, todos a queremos, mas nem todos sabemos o que fazer dela. Parece que vivemos melhor quando é um objectivo que lutamos para atingir, mas estar lá pode ser fatal. Deve ser parecido a sentir a única emoção de viver um pôr-do-sol no horizonte, e de facto estar no sol.
O Natal está à porta! Já notaram? Apenas duas semanas e está aí a noite de Natal e depois os dias começam a ter mais horas de sol, vem a esperança de um novo ano, com todas as importantes resoluções, e os desejos junto com as uvas ou passas (ou gomos de laranja se estivermos em Marrocos). É dificil viver sem datas importantes, sem prazos. Tenderemos sempre para entropia, se não forçarmos alguma ordem e prazos nos nosos dias? Por alguma razão volto sempre ao Fio da Navalha, e a coragem do Larry em enfrentar a inquietude de quem procura o seu lugar na vida e em si mesmo.
Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser aprendiz. Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita! Entre NY e Mass a fazer o PhD ... nova aventura: uma vida do outro lado do oceano! Quero encher a vida de viagens. Vivemos o dia-a-dia sabendo que existe um amanhã e que o ontem vale sempre menos que o presente.
Saturday, December 8, 2007
Wednesday, December 5, 2007
Monday, December 3, 2007
Passa intensa intensamente ....
... sem chamar por mim. Será neve? Será gente? Com a neve que cai hoje intensamente vejo que o tempo tem passado tão rápido, tão demolidor, tão malcriado e impaciente, que não espera por mim. De repente era verão e sentíamos aquela brisa quente que nos passa nos braços nos fins de tarde e noites de Julho e Agosto. E agora esta neve não pára de cair. Começo a pensar na imensa camada que vou ter de limpar do carro para poder voltar para casa. Mas há algo de mais importante agora! O tempo, este tempo todo que passou desde que tive tempo para escrever algo que fosse puramente um devaneio, um "apetece-me". Wow, os meses passaram demasiado rápido, tão rápido que a minha reacção não pode ser um mero encolher os braços e pensar por uns segundos que tenho que começar a aproveitar mais o momento presente.
Parece que fui a algum lado, e voltei agora. Voltei agora a mim, à minha consciência. Tinha uma sensação semelhante quando, durante os tempos da faculdade, havia dias em que não me lembrava de todo de ter conduzido o meu Peugeot pela Ponte 25 de Abril da FCT até às Olaias. Acho que só na garagem é que me dava conta que estava dentro do carro. Pois agora isto tem uma escala muito maior, são meses que passaram. Wow, duplo wow.
Durante este tempo a Rita e o Tato casaram num final de dia bonito numa praia perdida num país esquecido na esquina da Europa. A minha tão querida amiga casa e eu aqui, enterrada em livros a aprender e a pensar incessantemente para me preparar para que um grupo de cientistas decida se eu tenho valor ou não como cientista. Por muito que nunca vá poder ter esse dia em mim, vivi um pouco através das fotos da outra Rita, que neste dia era a outra Rita apenas porque a primeira se casou. Afinal o dia foi da Rita e do Tato. Minhas queridas, que dizer? Espero que em velhinhas me ajudem a viajar até esse dia convosco, não só através das fotografias, como também dos momentos do coração apertado, das piadas, das imperdíveis calinadas e momentos indiscretos. Porém as fotos mostram um dia bonito, pessoas bonitas, sorrisos felizes de verão. Hum ... e aqui eram livros e artigos científicos e um mar de folhas brancas inundadas de caracteres e mapas e gráficos ...


Os exames vieram, o stress foi tamanho, maior foi a adrenalina. Os exames escritos levaram 7 dias onde tive 24horas para resolver um conjunto de questões colocadas por cada cientista do meu comité. Eram 24horas para cada cientista e durante esse tempo trabalhei incessantemente por labirintos de ideias, de hipóteses, de factos e argumentos para resolver problemas e expor conhecimento de forma integrada. Estas áreas interdisciplinares têm este pormenor, integram muitas áreas específicas, que a este nível de doutoramento tenho de dominar. Depois de dormir cerca de 32horas em 7 dias, vieram 8 dias de espera, enquanto o comité, disperso entre Califórnia, ilhas Galápagos, Maryland, e Nova Iorque decidia o meu valor. Não o meu valor intrínseco, esse sei-o eu, mas o valor cientifico. Passada esta fase, sou convidada para o exame oral. Tive 5 dias para me preparar para essa parte. E essa parte veio e passou.
Ouvi falar de outras pessoas, das mais diversas reacções. Algumas pessoas esquecem tudo, outras ficam mudas ou dizem não sei durante horas, ou porque acham que estão perante um comité que se junta para lhe fazer a vida negra, ou então inventam respostas sem admitir que não sabem. Eu estava super curiosa de saber que pessoa seria eu, como iria eu reagir. O peso deste momento é que se o estudante de doutoramento não passa este filtro, basicamente é convidado a concluir os estudos com um mestrado e não um doutoramento. Foram 2h30 onde eu adorei a atenção, adorei que me tivessem desafiado a pensar nas coisas que me interessam sob perspectivas diferentes. Foi interessante. No final, saí da sala por 10 minutos, enquanto os cientistas resolviam o meu valor para eles. Passei.
Meses e meses de trabalho para ouvir esta palavra ... ao que se resumem tantas escolhas, tanta persistência. Apenas no dia seguinte verdadeiramente senti os sinais das descargas de adrenalina do dia anterior. Estava cansadíssima, doía-me o corpo e só queria apagar e dormir. Entretanto outros queridos amigos tinham casado e estavam no Brasil, o Lucio e a Filipa!
Passados 2 dias foi pegar e zarpar de novo, primeiro para um fim-de-semana em Nova Iorque com o André, onde estivemos também com um casal amigo, depois rumo a Woods Hole, onde mais uma vez o Ivan me abriu as portas para aquele meio espectacular.
Mais prazos e mais desafios se foram seguindo, incluindo uma proposta para a NOAA, uma louca tempestade em Woods Hole que aniquilou a electricidade por umas 40 horas (que eu não tinha a mais para preparar ...) uma apresentação numa conferência internacional em Providence (Rhode Island). Ainda assim deu para o André se juntar a mim em Woods Hole durante os fins-de-semana e paaseámos brevemente junto ao mar.


Providence foi altamente, com muito trabalho e discussões interessantes. Mais uma vez notei que sou eu a Rita, mas mais segura, apesar do cansaço. Foi muito fixe, e depois o imenso grupo de pessoas a apresentar nesta conferência era altamente. Toda a parte social estava super bem organizada, com campeonatos de snooker, competições de dança e música (havia uma banda intitulada Os Outliers ... que como bons geeks da ciência tinham de adoptar um nome destes). O grupo de grad students e investigadores de Woods Hole e Cornell estava lá em peso e foi altamente os momentos que passamos juntos. Voltei a Woods Hole mais uma vez e fui até Martha´s Vineyard no barco construido por um casal amigo (ah Rita, casal amigo!) todo de madeira (o barco, não o casal). Depois disso mais uma road trip até Manhattan para um fim-de-semana com o André.


Este andar de cá para lá foi um pouco tipo o coelho na Alice no país das Maravilhas, mas sem olhar para o relógio, daí estar agora em choque com o tempo que passou.
O que virá a seguir?
Parece que fui a algum lado, e voltei agora. Voltei agora a mim, à minha consciência. Tinha uma sensação semelhante quando, durante os tempos da faculdade, havia dias em que não me lembrava de todo de ter conduzido o meu Peugeot pela Ponte 25 de Abril da FCT até às Olaias. Acho que só na garagem é que me dava conta que estava dentro do carro. Pois agora isto tem uma escala muito maior, são meses que passaram. Wow, duplo wow.
Durante este tempo a Rita e o Tato casaram num final de dia bonito numa praia perdida num país esquecido na esquina da Europa. A minha tão querida amiga casa e eu aqui, enterrada em livros a aprender e a pensar incessantemente para me preparar para que um grupo de cientistas decida se eu tenho valor ou não como cientista. Por muito que nunca vá poder ter esse dia em mim, vivi um pouco através das fotos da outra Rita, que neste dia era a outra Rita apenas porque a primeira se casou. Afinal o dia foi da Rita e do Tato. Minhas queridas, que dizer? Espero que em velhinhas me ajudem a viajar até esse dia convosco, não só através das fotografias, como também dos momentos do coração apertado, das piadas, das imperdíveis calinadas e momentos indiscretos. Porém as fotos mostram um dia bonito, pessoas bonitas, sorrisos felizes de verão. Hum ... e aqui eram livros e artigos científicos e um mar de folhas brancas inundadas de caracteres e mapas e gráficos ...
Os exames vieram, o stress foi tamanho, maior foi a adrenalina. Os exames escritos levaram 7 dias onde tive 24horas para resolver um conjunto de questões colocadas por cada cientista do meu comité. Eram 24horas para cada cientista e durante esse tempo trabalhei incessantemente por labirintos de ideias, de hipóteses, de factos e argumentos para resolver problemas e expor conhecimento de forma integrada. Estas áreas interdisciplinares têm este pormenor, integram muitas áreas específicas, que a este nível de doutoramento tenho de dominar. Depois de dormir cerca de 32horas em 7 dias, vieram 8 dias de espera, enquanto o comité, disperso entre Califórnia, ilhas Galápagos, Maryland, e Nova Iorque decidia o meu valor. Não o meu valor intrínseco, esse sei-o eu, mas o valor cientifico. Passada esta fase, sou convidada para o exame oral. Tive 5 dias para me preparar para essa parte. E essa parte veio e passou.
Ouvi falar de outras pessoas, das mais diversas reacções. Algumas pessoas esquecem tudo, outras ficam mudas ou dizem não sei durante horas, ou porque acham que estão perante um comité que se junta para lhe fazer a vida negra, ou então inventam respostas sem admitir que não sabem. Eu estava super curiosa de saber que pessoa seria eu, como iria eu reagir. O peso deste momento é que se o estudante de doutoramento não passa este filtro, basicamente é convidado a concluir os estudos com um mestrado e não um doutoramento. Foram 2h30 onde eu adorei a atenção, adorei que me tivessem desafiado a pensar nas coisas que me interessam sob perspectivas diferentes. Foi interessante. No final, saí da sala por 10 minutos, enquanto os cientistas resolviam o meu valor para eles. Passei.
Meses e meses de trabalho para ouvir esta palavra ... ao que se resumem tantas escolhas, tanta persistência. Apenas no dia seguinte verdadeiramente senti os sinais das descargas de adrenalina do dia anterior. Estava cansadíssima, doía-me o corpo e só queria apagar e dormir. Entretanto outros queridos amigos tinham casado e estavam no Brasil, o Lucio e a Filipa!
Passados 2 dias foi pegar e zarpar de novo, primeiro para um fim-de-semana em Nova Iorque com o André, onde estivemos também com um casal amigo, depois rumo a Woods Hole, onde mais uma vez o Ivan me abriu as portas para aquele meio espectacular.
Mais prazos e mais desafios se foram seguindo, incluindo uma proposta para a NOAA, uma louca tempestade em Woods Hole que aniquilou a electricidade por umas 40 horas (que eu não tinha a mais para preparar ...) uma apresentação numa conferência internacional em Providence (Rhode Island). Ainda assim deu para o André se juntar a mim em Woods Hole durante os fins-de-semana e paaseámos brevemente junto ao mar.


Providence foi altamente, com muito trabalho e discussões interessantes. Mais uma vez notei que sou eu a Rita, mas mais segura, apesar do cansaço. Foi muito fixe, e depois o imenso grupo de pessoas a apresentar nesta conferência era altamente. Toda a parte social estava super bem organizada, com campeonatos de snooker, competições de dança e música (havia uma banda intitulada Os Outliers ... que como bons geeks da ciência tinham de adoptar um nome destes). O grupo de grad students e investigadores de Woods Hole e Cornell estava lá em peso e foi altamente os momentos que passamos juntos. Voltei a Woods Hole mais uma vez e fui até Martha´s Vineyard no barco construido por um casal amigo (ah Rita, casal amigo!) todo de madeira (o barco, não o casal). Depois disso mais uma road trip até Manhattan para um fim-de-semana com o André.


Este andar de cá para lá foi um pouco tipo o coelho na Alice no país das Maravilhas, mas sem olhar para o relógio, daí estar agora em choque com o tempo que passou.
O que virá a seguir?
Friday, July 27, 2007
Fim de Julho
Hoje é sexta-feira, já passa das 5pm e devo estar num edíficio praticamente vazio. Já tudo saiu para o fim-de-semana ou para mais uma semana na Cranberry Lake Research Station, uma propriedade que a universidade tem no parque nacional de Adirondacks, no Upstate NY. Aquela zona é muito bonita, convida a longas caminhadas, o acordar ou adormecer do sol numa das montanhas dos Great Peaks, acampamentos e canoagem nos lagos com pequenas praias de calhau rolado, bird-watching e todas as coisas "natureza" de que agora não me lembro. Por aqui passei o dia a juntar dados do Golfo do Maine para os 3 estados que estou a estudar... a ideia está super interessante e eu sinto que a pergunta maior por trás da minha investigação é mesmo aquilo que eu quero.
Estava a precisar de escrever, tenho saudades de escrever, de me deixar levar pelos meus dedos que viajam pelo teclado.
Mais uma entrada no fim-de-semana .. carpe diem!
Estava a precisar de escrever, tenho saudades de escrever, de me deixar levar pelos meus dedos que viajam pelo teclado.
Mais uma entrada no fim-de-semana .. carpe diem!
Wednesday, July 25, 2007
Weekend in LBI NJ
Sair de Wood Hole, num domingo à noite, em direcção a Manhattan, são ideias que nunca deveriam estar juntas numa mesma frase, nem sequer num pensamento. A ignorância de facto tem destas coisas. Saí de Woods Hole, rumo a Manhattan, ou melhor Hoboken, para ir buscar o André que voou de Lisboa na segunda feira passada. Um trajecto que deveria levar umas 4 a 5 horas levou umas 9horas. A sério, foi brutal. Não há música que resolva o momento passadas tantas horas em contacto com o assento do carro.
Fiquei em Hoboken na casa de uma amiga. Tem uma vista espetacular para a ilha de Manhattan. Nessa noite ficou combinado um fim-de-semana os três em Long Beach, onde já tinhamos estado no ano passado por um fim-de-semana.
Apesar da distância entre Syracuse e Barnegat Light, ainda assim decidimos ir. Teria sido mais perto um "saltinho" a Cape Cod... mas pronto, assim foi, com muitos pratos magníficos de Sea Scallops (ou vieiras).
O sítio chama-se Barnegat Light por alguma razão. Eis o farol:

Perto do farol alguns pescadores aproveitam o fim-do-dia e nós aproveitamos para ver o pôr-do-sol no mar, mas aqui é a baia de Massachusetts. Embora não se veja, do outro lado mais para norte (ou seja para a direita na foto) fica Boston...

As cores do fim de dia estavam mesmo bonitas ... e a temperatura excelente.





Fiquei em Hoboken na casa de uma amiga. Tem uma vista espetacular para a ilha de Manhattan. Nessa noite ficou combinado um fim-de-semana os três em Long Beach, onde já tinhamos estado no ano passado por um fim-de-semana.
Apesar da distância entre Syracuse e Barnegat Light, ainda assim decidimos ir. Teria sido mais perto um "saltinho" a Cape Cod... mas pronto, assim foi, com muitos pratos magníficos de Sea Scallops (ou vieiras).
O sítio chama-se Barnegat Light por alguma razão. Eis o farol:

Perto do farol alguns pescadores aproveitam o fim-do-dia e nós aproveitamos para ver o pôr-do-sol no mar, mas aqui é a baia de Massachusetts. Embora não se veja, do outro lado mais para norte (ou seja para a direita na foto) fica Boston...

As cores do fim de dia estavam mesmo bonitas ... e a temperatura excelente.





Friday, July 20, 2007
Woods Hole MA
Esta semana estive em Woods Hole a trabalhar com o Professor Ivan Valiela no Marine Biological Laboratory. Foi altamente, trocar ideias e todo o intenso brainstorming que aquele fantastico laboratorio de pessoas proporciona. Para além disso, Woods Hole MA é um lugar com um carisma marinho único. Claro que o verão não é o mesmo quando a olhar para o horizonte do Atlântico vemos o nascer e não o pôr do sol. Ainda assim, deu para sentir-me mais perto das pessoas de quem tanto sinto falta, apenas por estarmos ligadas por este enorme corpo de água ...
Fui num sãbado. Aluguei um quarto na casa de uma grad student do Ivan que vive em Falmouth com o namorado dinamarquês. Pareceu-me uma boa opção para começar a conhecer os restaurantes, além de que me disseram que em Woods Hole ficaria isolada de vida social, aka bares , para ir a noite.
Mal cheguei fui com a Mirta passear o cão até a praia. Foi um fim de dia bem quente:

Ela e o Ketil têm um jardim semi-cuidado onde andei a fazer experiências:


No dia seguinte fomos até New Bedford pois havia um festival de folk, com imensos workshops sobre diferentes técnicas de tocar guitarra ... vi um homem tocar Gershwin num banjo e acho que dificilmente me irei um dia esquecer desse momento. Foi lindo.




De volta a Woods Hole a semana passou super intensa e apenas aproveitei o final dos longos dias de verão, que por essa razão me premearam com excelente luz depois de dias cheios de trabalho, numa altura do ano em que a fisiologia de um corpo português só consegue funcionar ao ritmo do verão no Algarve.




Assim foram as manhãs a conduzir mesmo junto ao mar, cedo, para conseguir estacionar o carro junto ao Lab, sem ter de ir estacionar na praia ... enfim, poder queixar-me de que tive de ir estacionar o carro à praia é no mínimo engraçado.



Fim do dia sem sol ... e no entanto, o mesmo sentimento de repouso. Convite para momentos zen.

Depois de tanto trabalho, passados 7 dias em Cape Cod, ofereci-me o luxo de um dia a passear pelo Parque Nacional de Cape Cod ...



E claro tinha de ir até Race Point, em Provincetown:





E ao Herrings Cove também:



Antes de dizer um Ate Já Cape Cod, um último passeio com a Mirta.
Fui num sãbado. Aluguei um quarto na casa de uma grad student do Ivan que vive em Falmouth com o namorado dinamarquês. Pareceu-me uma boa opção para começar a conhecer os restaurantes, além de que me disseram que em Woods Hole ficaria isolada de vida social, aka bares , para ir a noite.
Mal cheguei fui com a Mirta passear o cão até a praia. Foi um fim de dia bem quente:

Ela e o Ketil têm um jardim semi-cuidado onde andei a fazer experiências:


No dia seguinte fomos até New Bedford pois havia um festival de folk, com imensos workshops sobre diferentes técnicas de tocar guitarra ... vi um homem tocar Gershwin num banjo e acho que dificilmente me irei um dia esquecer desse momento. Foi lindo.




De volta a Woods Hole a semana passou super intensa e apenas aproveitei o final dos longos dias de verão, que por essa razão me premearam com excelente luz depois de dias cheios de trabalho, numa altura do ano em que a fisiologia de um corpo português só consegue funcionar ao ritmo do verão no Algarve.




Assim foram as manhãs a conduzir mesmo junto ao mar, cedo, para conseguir estacionar o carro junto ao Lab, sem ter de ir estacionar na praia ... enfim, poder queixar-me de que tive de ir estacionar o carro à praia é no mínimo engraçado.



Fim do dia sem sol ... e no entanto, o mesmo sentimento de repouso. Convite para momentos zen.

Depois de tanto trabalho, passados 7 dias em Cape Cod, ofereci-me o luxo de um dia a passear pelo Parque Nacional de Cape Cod ...



E claro tinha de ir até Race Point, em Provincetown:





E ao Herrings Cove também:



Antes de dizer um Ate Já Cape Cod, um último passeio com a Mirta.
Sunday, July 8, 2007
Thursday, July 5, 2007
Short Visit to Lisbon
This year I am investing the summer into research. This means that no vacations will hopefully lead to significant development in where I am standing in my PhD research and how far I am from My complete Thesis. This meant flying to Portugal to spend days taking care of fun things like car insurance, car inspection, portuguese ID card renewal, and many things alike. Aside from that I only had time to spend my days at the Technical University of Lisbon in a modeling course, that I am hoping to use in my analysis.
Nevertheless there was a minimal time to see family and friends and even a Sunday to do some ocean kayak in a coastal area south of Lisbon, SESIMBRA. This was an area that I used to explore in my teen years when I took my SCUBA diving course. Here are a few photos of that day:


Beautiful people, BFFs, friends of all times:

Also, one afternoon walking by the old part that i love:









It was sad to fly away from Lisbon a few days before my sister flew in from Mozambique. It has been too long since I have seen her and Joni and the kids. I am still waiting for some cool pics of all them surfing in one of the best surfing spots in Europe, Ericeira.
Back to Syracuse I had only time to organize all the contacts and formalities to go to Woods Hole for work for a week. Nice, very nice.
Nevertheless there was a minimal time to see family and friends and even a Sunday to do some ocean kayak in a coastal area south of Lisbon, SESIMBRA. This was an area that I used to explore in my teen years when I took my SCUBA diving course. Here are a few photos of that day:


Beautiful people, BFFs, friends of all times:

Also, one afternoon walking by the old part that i love:









It was sad to fly away from Lisbon a few days before my sister flew in from Mozambique. It has been too long since I have seen her and Joni and the kids. I am still waiting for some cool pics of all them surfing in one of the best surfing spots in Europe, Ericeira.
Back to Syracuse I had only time to organize all the contacts and formalities to go to Woods Hole for work for a week. Nice, very nice.
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