Friday, April 25, 2008

Field Work in Cape Cod, MA

Os meus study sites ficam espalhados por todo Cape Cod, desde umas bacias hidrográficas que drenam para Buzzards Bay, mais umas quantas para Nantucket Sound, e 3 sistemas virados para Cape Cod Bay, um deles inserido dentro do Cape Cod National Seashore, um parque nacional americano.

Aqui ficam umas poucas fotos dos lugares por onde ando a colecionar amostras de alewife, ou alosa cinzenta.

Em Falmouth eu estou a estudar 4 sistemas com diferentes níveis de urbanização: Cedars Lake, Wing Pond, Trunk River/Oyster Pond, e o Coonamessett River. No Trunk River já passei imensas horas, incluindo daqueles momentos BBC nature live, em que vi o nascer da lua à 1AM que iluminou um espetáculo de um cardume de alewives que ao tentar entrar no seu rio natal para desovar, tentava ao mesmo tempo escapar da fome de três focas que se iam deliciando com o "meu" peixe sem se esforçarem muito para o apanharem. Foi lindo estar dentro de água a apanhar peixe e ter uma foca alinhada com a lua cheia, a uns 4 metros de mim. Yikes!

Algures a montante no Coonamesset River:

Um dos sítios onde vi mais alewife foi mesmo à entrada do Coonamesset Pond, quando o peixe chega exausto depois de ter fintado focas, gaivotas, guaxinins, e outros peixes predadores (como o striped bass e o largemouth bass) ... e lá estou eu cruel com as minhas redes:


No "Outer Cape" ou seja onde logo a norte de onde o Cape Cod faz um angulo de 90graus, fica um dos sistemas costeiros com o qual tem sido mais fácil fazer trabalho de campo, talvez porque o expert que gere aquele sistema sabe tanto sobre o sistema de Eastham e sobre tudo em geral. O Henry Lind é um senhor com quem tem sido um prazer fazer o meu trabalho de campo, com quem tenho aprendido imenso com as suas décadas de experiência. Aqui apanho peixe, aquele mesmo, mesmo antes de entrarem para o lago onde desovam:


Perto do sistema de Eastham, mas mais para SW fica o sistema de Stony Brook em Brewster, que inicia aqui no Paine's Creek e vai rio acima até um sistema de 7 lagos, passando por um moínho com umas centenas de anos, onde normalmente eu apanho as minhas amostras:

Neste sítio e em geral em todos os meus locais de amostragem é fácil perceber quando o peixe anda por lá pois encontro ora gaivotas ora focas prostradas à espera de ver o peixe que tem o desplante de tentar subir rio acima:


Antes de ontem fui explorar a minha mais recente adição no meu estudo, o sistema de Wellfleet Herring River, que fica dentro dos limites do parque nacional Cape Cod National Seashore. A directora do parque gostou tanto do meu projecto que me deu em 1 dia a licença que leva sempre uns 3 meses para conseguir. Durante muitos anos os encarregados deste sistema têm monitorizado tudo o que seja ser vivo ao longo de todo o sistema e por isso sabem imenso sobre tudo. O Carl Breivogel, um surfista ferrenho com os seus 56 anos, ofereceu-me a excelente oportunidade de ver todo o sistema do início num sistema de 3 lagos ligados até à Baia de Cape Cod, fazendo trechos de kayak. Na quarta-feira lá fomos. Esteve um dia de sol espetacular. Começámos na praia de Newcomb Hollow, que tinha um dos melhores brakes de todo Cape Cod até há pouco tempo (claro que para além de peixe e desenvolvimento urbano tivemos de falar de surf e geologia).

Na Newcomb Hollow Beach começámos o dia de reconhecimento deste sistema. Esta praia faz parte do parque nacional:


Aqui é onde ficava o grande brake. A árvore no meio da areia é no mínimo insólita. O que explica a existência tanto do mega brake como da árvore é a geologia da zona. Eu queria ver a geologia aqui pois diz muito sobre a geologia dos lagos onde os peixes desovam e onde o peixe vive até cerca dos 3 meses, quando migram para o mar e para sul até às Carolinas onde passam o inverno.


Aqui temos dois dos meus voluntários (George e Bruce, à direita), o Carl no meio, e o André, que teve este dia de passeio com kayak durante as suas férias de Páscoa tardias.

Nesta parede vimos grandes depósitos de argila e de restos de material trazido pelos ultimos glaciares. Literalmente tirei pedaços de argila das paredes. Em tempos a Cape Cod bay foi um grande lago.





A passeio de kayak e jipe no meio do mato chegámos aqui ao início do Herring river, onde se junta ao primeiro lago. Henry David Thoreau alugou uma casa a um apanhador de ostras por uns tempos durante a sua vida, e eu fico a sonhar se terá sido quando escreveu o seu famoso "Cape Cod" ... neste dia consegui apanhar aqui logo 16 adultos e ainda vimos spawning a acontecer mesmo ali.

Muito mais a juzante começa uma enorme área que foi um imenso salt marsh:

Tuesday, April 15, 2008

Eu no Cape Cod Times

Cape Cot Times ' Slow Comeback for herring, by Doug Fraser
Este é o jornal diário desta região! Saiou hoje um artigo sobre o meu trabalho e imaginem que tem uma foto minha e tudo! Yikes!



Merrily Lunsford (reporter for Cape Cod Times)

Friday, April 11, 2008

Eu no site do Ecosystems Center do MBL

Ah pois é ... escreveram um pequeno artigo sobre o meu trabalho que apareceu na homepage do MBL. Aqui fica o texto.

EFFECTS OF LAND USE CHANGES ON ALEWIFE POPULATION
By Debborah G. Scanlon

Rita Oliveira Monteiro conducts her graduate research in some of Cape Cod’s most picturesque locations: Trunk River off Falmouth’s Surf Drive, Wing Pond and Cedar Lake in North Falmouth, Waquoit’s Childs River and Quashnet River, Stoney Brook in Brewster, and Herring Brook in Eastham. But this Ph.D. candidate has been collecting alewife (one of the two river herring species) as they run into streams since March, when the water was just barely above freezing. Hardly a vacation.
Ms. Monteiro, a graduate student at the State University of New York’s College of Environmental Science and Forestry in Syracuse, will be at the Ecosystems Center for the next three years. She is working with Ivan Valiela, adjunct scientist at the center and professor in the Boston University Marine Program. Her research centers on the effects of land development on the alewife population, which has dropped precipitously in the past 50 years. Ms. Monteiro estimates a 95% decline in the species. In November of 2005, the Commonwealth of Massachusetts imposed a three-year moratorium on the harvest, possession and sale of herring.
Possible reasons for the alewife fishery decline are overfishing and by-catch (fish that are discarded because they are not the target catch). But Ms. Monterio focuses her research on the conversion of forests to developed areas and the resulting increased nutrient run-off from these watersheds into streams and estuaries where herring spawn. Alewives migrate north from mid-March to mid-May to spawn in their natal streams, and increased urban development may alter breeding and growth by reducing water quality in these streams.
The areas of study include watersheds at different levels of development, from heavily forested to urbanized. Five are on Cape Cod, two in New Hampshire and two in southern Maine. In these streams, development could affect herring breeding not only because of associated nutrient loading but because of the alteration and loss of suitable breeding habitat, such as removal of dams or marshes.
Ms. Monteiro will collect about 30 adult and 30 juvenile alewives in each study area in each season, then will measure the stable isotopes in the juveniles’ muscle tissue. The isotope data will help her identify the chemical signatures of their home stream watersheds. She will also analyze the otoliths (earbone structures behind the herring’s brain) to estimate their growth rates, and elemental composition in watersheds with contrasting levels of development.
Helping Ms. Monteiro are Falmouth Department of Natural Resources Assistant and Herring Constable, Charles Martinsen, and River Herring Wardens from Eastham, Henry Lind, and Brewster, Dana Condit.
Her efforts to provide information on the link between the alewife decline and the increased urbanization of the coastal watershed will, Ms. Monteiro hopes, give answers to what kind of land cover is specifically involved in affecting alewife populations, and provide information for marine conservation planning. “This could affect management strategies such as habitat restoration, water quality protection, establishment of reserves and the control of harvests.”
Ms. Monteiro can be reached at the MBL at 508-289-7518.

Friday, April 4, 2008

The Met

Este fim-de-semana estive em Manhattan com o André. Passeámos pela cidade, comemos gauffres de Liège na rua, encontrámos um excelente restaurante belga, onde bebemos o champagne das cervejas (chama-se Lucifer) e passámos um bom momento. Como estava imenso sol, passeámos pela rua e aproveitámos para ver a exposição da Evolução Humana, atravessámos o Central Park para ir até ao Met ver a exposição temporárias do Gustave Courbet. Altamente! Claro que uma vez no Met há sempre arte a espicaçar a curiosidade. Assim foi com a ala das esculturas de Rodin. Explorámos também umas alas de arte contemporânea ... e espreitámos a exposição de Jasper Johns.





Agora cá estou de volta com este mar todo, esta natureza por todo o lado... e as conchas, part tout!

Thursday, March 20, 2008

Prima Vera está aqui ... onde?

Hoje inícia a Primavera. Os dias estão já notoriamente mais compridos. Também a energy savings time começou há cerca de 12 dias. Acho excelente sair do Starr Lab ainda de dia, ver o por do sol sobre um mar que parece pintalgado de ouro. Agora vou começar a fazer mais do que os simples joggings matinais na praia de Wood Neck mesmo à frente de casa, e começar a fazer os 4.3 milhas para cada lado de bike... era excelente que o quadro da bike fosse ligeiramente mais curto para eu chegar facilmente aos travões, mas lets live on the edge for a bit, certo? Finalmente vou sentir-me mais saudável ... até agora sinto sempre que sou uma comodista de primeira, sempre que passo pelo John H, um cientista do MBL com uns 70 anos, que todas as manhãs passa por mim na sua bike .. faça chuva sol ou neve. Incrível .. este cientista é uma pessoa admirável.
Apesar de as folhas ainda não cobrirem as árvores, a passarada já anda aí a cantar aos quatro ventos e os casais de cardinais andam mais juntos que nunca.






Chatham fica no lado oceânico do cabo onde este faz um ângulo recto. Fomos até lá para rever umas focas que já vimos no pequeno porto dessa vila.

Saturday, March 15, 2008

Eu na 1ª Página do The Enterprise!

Seeking Answers To Herring’s Decline
By Martha V. Scanlon
 
Foto de Gene M. Marchand

The water temperature is just below 40 degrees, and the air is not much warmer. The sun is setting over Vineyard Sound, as Rita Oliveira Monteiro wades into Trunk River for the beginning of a long, cold night searching for alewives.
“You can spend five hours just to get one fish. Just that one is like a trophy,” Ms. Monteiro said, adding, “One is so different from zero.”
A graduate student working on her doctorate at the Marine Biological Laboratory, Ms. Monteiro is collecting alewives, a type of river herring, in an attempt to establish a link between the once hardy, but now diminished, fish stock and increased development on Cape Cod and throughout New England. The fish begin their annual trek to spawning grounds in the early spring.
Ivan Valiela, a professor in the Boston University Marine Program at MBL and an adjunct scientist at the MBL’s Ecosystems Center, described alewives as a historically important fish stock on Cape Cod, and “a staple of historical notice for decades if not centuries.”
Over the last several decades, however, the population of alewives has declined significantly, and in November 2005, the state imposed a moratorium on the harvest, possession, and sale of river herring.
While the decline can be attributed to over-fishing and by-catch, when the fish that are not the target crop are caught then discarded, Dr. Valiela said, Ms. Monteiro’s research is looking at another potential contributing factor: damage to the alewives’ breeding habitat from development.
Increasingly, Ms. Monteiro said, researchers are finding that fish stocks have died “a death of a thousand little cuts,” with many contributing factors. She said that it is not just over-fishing and by-catch that contribute to fisheries problems, “but what is happening on land.”
Alewives are especially sensitive to the effects of development because they depend on inland waterways for their reproduction. Similar to salmon, alewives spawn in shallow, inland waters in the spring, then spend their mature years in the open ocean. Around age 3, they migrate in the spring back to the waters where they were born to spawn and return to the sea in the late summer and fall.
Ms. Monteiro is collecting fish from herring runs around Falmouth and other towns on Cape Cod, which Falmouth Department of Natural Resources Assistant and Herring Constable Director R. Charles Martinsen III has helped her identify. Mr. Martinsen has also helped Ms. Monteiro on many of her collecting expeditions.
They started at runs near Wing Pond and Cedar Lake in North Falmouth, which both drain into Buzzards Bay, and Trunk River in Falmouth, because they are known for having herring earlier in the season, she said. In a night of collecting, they will visit each run at least once.
So far, Ms. Monteiro said that they have found alewives in all the runs, averaging about 10 inches in length, primarily at night when the tide is rising. At the peak of the migrating season, when the water warms up, she aims to collect 30 fish per night, she said.
In Trunk River, they found alewives in the first week of March, which Ms. Monteiro attributed to a string of warm days early in the month that prompted some of the fish to “go look” in the waterways. “It was just a few fish that we were able to capture that early,” she said, adding that Mr. Martinsen has found them there as early as February in the past.
“We do know that so far people are aware that Trunk River is the earliest, but maybe that is because it is the only one where people expect to find [alewives] that early,” she said.
Ms. Monteiro will continue to collect the fish into the summer and fall as they leave the inland waterways for the ocean, and eventually hopes to expand her research to New Hampshire and Maine to compare the significantly less developed areas in those states to the developed areas on Cape Cod.
Ms. Monteiro has coordinated her efforts with the local and state agencies that govern the waterways, and is also working with the Woods Hole Research Center and the town to gather GIS data to see the amount of development around the watersheds.
If she is able to establish a significant link between the decline of the alewife population and the increase in development on Cape Cod, Ms. Monteiro said that it can be used to shape management strategies to protect the land surrounding the waterways.
She said that while the town does work to plan its limited available space, she said that marine management plans in coastal areas are especially important. “As I see it, especially in coastal areas, with more and more immigration to coastal areas, and everyone wanting a second house by the water, it’s becoming a pressing issue,” she said.
A native of Lisbon, Portugal, Ms. Monteiro is a postgraduate student at the State University of New York and will spend the next three years working at the MBL on this research as part of a grant fellowship.
She said that ever since she was 10 years old she has wanted to have a career in marine conservation planning, and she wants to dedicate herself to marine conservation planning and the design of marine managed areas. “I’m really happy to just be here and be where I want to work,” she said.

Wednesday, March 12, 2008

Research field work

Ah pois é ... depois de tanto planeamento e melhoramentos e de incentivar o lado obsessivo que toda a alma humana deve ter, finalmente o trabalho de campo começa. Parece que desde que mudei a minha vida para esta fantástica comunidade científica de Woods Hole, que uma faísca iniciou tudo. Todo o sentimento de espera, de tanta preparação, culminam agora numa nova fase em que tudo parece estar a acontecer! Fixe, estou a adorar e o apoio dos cientistas aqui do departamento tem sido fenomenal. Todas as sextas feiras há o encontro às 10AM para donuts ou balgels e café. É um momento que todas as pessoas do departamento se juntam para anunciar o que for, conversar, rir, fazer palavras cruzadas, enfim, um bom momento que sempre acontece com gosto a início de fim-de-semana. Depois do verão tem início a nova fase de fellow da NOAA (National Oceanographic and Atmospheric Administration, através do Office for Coastal Resources Management). A NOAA gostou da minha ideia e premeam-me com uma das 25 fellowships que atribuem nos Estados Unidos. Um bom reconhecimento. Kudos para mim ...

Friday, February 15, 2008

The Knob

Este fim-de-semana andámos a explorar um pouco mais dos imensos parques naturais que existem mesmo aqui junto a casa, para não falar dos muitos por todo Cape Cod. Aqui perto de casa há um lugar chamado The Knob, normalmente a maçaneta da porta por ter exactamente essa forma quando visto do céu. Fomos até lá perto do final do dia... quando lá chegamos de súbito há um momento bem zen ...



Fomos ainda explorar outros destinos mais down the Cape como cá se costuma dizer (apesar de se ir para Norte) ... Wellfleet. Mas o sol apareceu por uns momentos entre dois momentos de chuva. Tivemos de cancelar a nossa caminhada, mas só depois de ver umas passaradas jeitosas.

Tuesday, February 5, 2008

O início de Woods Hole, MA

Cheguei aqui há 10 dias! Os dias passam rápido, nem acredito que saí de Nova Iorque há 10 dias. Percebi bem o que não queria perder com esta mudança. Acima de tudo percebi que o posso trazer para onde quer que vá neste mundo. A casa é antiga, pertence a dois cientistas que trabalham no mesmo laboratório e que vivem na driveway mesmo ao lado da minha. Porém as casas aqui estão rodeadas de floresta e por isso não vejo casa nenhuma.
Os cerca de 600km que me separam agora da minha antiga morada foram percorridos com o carro e uma carrinha de caixa fechada enorme! Chegámos a Cape Cod já de noite, mas foi sempre a direito sem percalços com a carrinha. Vi a casa pela primeira vez nesse sábado (26 Jan), quando conheci também a minha rommie. A casa é antiga e enorme. Tem 3 quartos no andar de cima, e em baixo tem sala de estar, sala de jantar, e um study-biblioteca. Está-se bem. Depois de enfiar tudo dentro de casa, entregámos a carrinha no dia seguinte. Nesse dia houve um imenso nevão, daqueles que esporadicamente caem sobre Cape Cod ... para nós foi assustador estar sob aquele temporal, com infinitos flocos de neve que em vez de cair flutuavam a grande velocidade na horizontal... ufff.
O André lá iniciou o seu semestre em Manhattan e eu de novo criei um espaço que posso chamar casa, de novo. Apesar de ser tudo super antigo, tem o seu charme. Contei 23 janelas ... muita luz que entra a qualquer hora do dia.



Quando acabei de colocar tudo em ordem, decidi ir até à praia. Fiquei espantada por descobrir que é aqui tão perto. A praia fica mesmo logo aqui. Tudo tão bonito!!! Tive um daqueles momentos de mega felicidade quando percebi que estou a viver a 4 minutos a pé da praia, em Nova Inglaterra, Cape Cod ... e a trabalhar em Woods Hole, esta meca das ciências marinhas.




Estava imenso frio na praia ... mas ainda assim, lindo! Agora uma nova aventura começa. Estarei à altura? Não sei, mas vou descobrir ...

Tuesday, January 29, 2008

O fim de Syracuse NY

Acaba agora esta fase que se iniciou em Agosto de 2004, aqui no J6 da 126 Jamesville Ave. Tantos momentos vividos aqui entre paredes, a observar aves, a ver pores do sol, formações espetaculares de gelo e neve, a chegada da Primavera, do Outono, o passar do tempo lá fora e na minha vida.

Há que continuar viagem .. agora e sempre, rumo ao mar.
















Saturday, January 19, 2008

Etapas

Os dias vão passando inquietos e eu sinto que já estou a viver tempo emprestado aqui em Syracuse. O André acabou os seus exames há três dias e agora tem uns dias para recarregar baterias e preparar-se para o novo semestre de aulas que o espera. Eu fui esperá-lo à porta do departamento, ali na Lexington Ave com a 69th St no East Side. Apesar da chuva neve e frio foi bom pegar no carro e curtir uns bons podcasts da NPR até passar a Geo Washington Br ... dentro em breve entrarei na ilha pelo outro lado.

Fomos até Woods Hole passear e ver onde criarei o novo recanto confortável para onde volto no final de cada dia. Vi várias casas grandes e pequenas e tudo me pareceu muito mais caro. O custo de vida em Cape Cod especialmente é caríssimo, com campos de golfe onde não sei bem quem consegue pagar anuidades de 100 mil dolares para poder disfrutar da grande qualidade daquele green. Confesso que quando lá estive em Outubro, aluguei um quarto na casa de uma colega que vive mesmo junto ao green e aproveitámos a lua cheia para ir jogar por umas horas. Foi altamente.

Agora que me vejo a deixar esta vida de Central NY, esta vida junto a um campus típico americano, com os ginásios sempre abertos e a piscina do outro lado da rua do meu office ... e os montes de sítios onde posso ir à noite com a certeza de encontrar uma cara conhecida .. hum tudo isto vai ficar para trás.

Uma das casas que vi fica mesmo junto à praia e a umas 4 milhas do meu novo escritório no Marine Biologial Lab. Acho que vou escolher essa casa...

Saturday, January 5, 2008

Ano novo e a vida continua

2008 está aqui, que número tão cheio de curvas. Espero que anuncie viragens no caminho por experiências que tragam novas cores à minha vida, e muita felicidade. 2007 foi muito à base de desafios. E este ano, que me espera? Obviamente uma nova fase de vida e no doutoramento. Vou integrar uma nova comunidade científica e isso vai ser super enriquecedor.
Por ora tenho pena de não ter passado a meia noite na Times Square a ver a bola para onde milhões de olhos se viram por uns segundos. Foi uma noite mais calma. Benvindo sejas 2008 na minha vida!